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Carmelo da SS Trindade

Quinta Nª Srª do Mileu

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A CELA 

Fotografia de fundo: Cela no Carmelo da Guarda

Dentro da Clausura existe a cela individual onde a carmelita vive e trabalha, já que não existe uma sala comum de trabalho. 

 

«A indicação concreta feita por Santa Teresa nas suas Constituições e dizer que «Todo o tempo que não andarem com a Comunidade ou nos seus ofícios, cada uma esteja sozinha na cela ou na ermida que a Prioresa designar...»  é muito mais profunda do que se pode pensar á primeira vista.

Ela concretiza e di-lo claramente que, em definitiva, a cela para a Descalça, é sempre - por si mesma - uma ermida, um lugar de encontro íntimo com o Senhor, tão real e tão verdadeiro que nem sequer é necessário buscar outro lugar!» (cf  O deserto, doutrina e vivências teresianas - Alfonso Ruiz Calavia OCD)

«O núcleo mais íntimo do DESERTO TERESIANO é simplesmente a CELA.

Sim! a Cela é em verdade o Deserto amado, o lugar sagrado do ENCONTRO com Deus sempre ao alcance, lugar por isso,  reservado a cada monja descalça  onde nenhuma outra  entra.

E se a Cela, além disso está num lugar mais afastado do Mosteiro...ainda melhor! Por isso Teresa escreverá alvoroçada quando os Mosteiros por onde passava, ofereciam-lhe estar numa cela especialmente solitária ou com vistas. Escreverá a Graciano : "Deram-me uma cela afastada como uma Ermida muito alegre!" (Ct 128,3), ou quando escreveu a Ana da Encarnação desde Alba de Tormes: "Tenho uma que é como uma ermida que se vê o rio!"  E quando escreveu à Prioresa de Caravaca, animando-as a desfrutarem da solidão de que gozam: "Muito me alegraria ver-me aí para estar junto desse rio»

Para Teresa, a cela ou a ermida não é simplesmente um espaço material mais afastado da atividade comunitária, mas o lugar que se deseja e se procura para viver, para o Encontro com o Senhor, e do qual só se sai verdadeiramente para a Liturgia ou para o Recreio Teresiano. É isto que a Santa Teresa espera das suas filhas, pois é o que recomenda e se regozija quando o observa. Um dia dirá com alegria, referindo-se a Isabelita, a irmã do P. Graciano: "Quando não é hora do Recreio, está na sua ermida, tão embebida no seu Menino Jesus, nos pastores...e no seu trabalho!" (Ct 169,2)

Naturalmente que desse  desejar ir para a  Cela (ou para a Ermida) que é muito mais do que estar nela ou ocupá-la há-de nascer forçosamente uma forma de valorizar e sentir peculiar que unge e envolve toda a vida e atitudes da Monja descalça. Porque antes de ir para a ermida, por exemplo é necessário criar a solidão, que não está mágicamente num lugar, mas dentro da própria intimidade. É desta intimidade que tem de nascer o que Santa Teresa chama «estilo de eremitas». Algo que é tão singular que não é só pelo hábito pobre que vestimos, mas muito mais profundo porque nasce do interior.  Diz: " Na maneira de falar que leve mais estilo de eremitas e gente retirada e não usar palavras de novidades e melindres...!" (MVC 42)»  (cf  O deserto, doutrina e vivências teresianas - Alfonso Ruiz Calavia OCD)

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