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Fotografia de fundo do Monte Carmelo

REGRA DOS EREMITAS

 

Os eremitas pediram ao Patriarca de Jerusalém Stº Alberto de Jerusalém que lhes desse uma fórmula de vida, não inventada, mas contendo o projeto de vida que  já viviam. Portanto esta vida experimentada por anos, como projeto fundamental de cada um, é a que foi escrita e tem o aspeto de uma carta. 

«Hoje distinguem-se 3 etapas na história da Regra destes eremitas:

 

1ª etapa: A Regra escrita por Santo Alberto destinada aos eremitas do Monte carmelo, redatada a princípios do séc XIII entre 1206-1214. Esta Regra foi posteriormente aprovada deixando-a intacta, tanto por Honorio III e Gregório IX (1226 e 1229). Neste 1º estádio a Regra é puramente eremítica, mesmo com algum elemento de vida comum. Celas separadas na Montanha, comida  e Ofício Divino em separado.

2ª etapa: A Regra de Santo Alberto, mas aprovada por Inocêncio IV em 1244. Neste estadio, sem renunciar à original inspiração eremítica de silêncio e solidão, permitem-se fundações já não somente nos desertos e Introduz-se o Refeitório e o Oratório comum. Estas adaptações foram feitas para os Carmelitas que vindos para a Europa por causa das perseguições dos árabes no Monte Carmelo, foram  forçados a adoptar uma nova forma de estar.

 

3ª etapa:  Esta Regra (texto igual ao anterior) caracteriza-se pelo grupo de documentos pontifícios que se juntaram ao Texto da Regra condicionando a observância da mesma, sem introduzir, contudo, retoques adicionais ao texto da mesma.

 

 

Santa Teresa adopta a Regra na sua segunda etapa que foi a Regra aprovada por Inocêncio IV, porquê? Porque ao vir da difícil vida Comunitária do Mosteiro da Encarnação, lhe interessavam duas coisas: A SOLIDÃO E A COMUNIDADE, ambas bem  «combinadas»: Solidão da Comunidade que ela exprimirá através daquilo a que ela chama: «grande encerramento» (Clausura estrita) e solidão das irmãs, mas dentro de uma Comunidade.  É justamente isto que ela encontra na Regra na sua 2ª etapa. Por isso, usa termos indicadores, por exemplo :

  • Quando Teresa escreve: "Aqui somos um Colégio de Cristo"; "Casa da Virgem"; "Pombaizitos da Virgem" ou fala em «andar com a Comunidade», está a sublinhar o dado cenobítico da Regra

  • Quando diz que «somos eremitas» que " a solidão é a sua consolação" ou que o ideal das Irmãs reunidas no seu 1º Mosteiro é viver "sozinhas com ELE somente!"  está a reafirmar a primitiva inspiração eremítica e contemplativa da Regra.

  • Mas ela sintetiza numa expressão muito bela o IDEAL DE VIDA dos seus Mosteiros com esta expressão que engloba toda a Regra: "Pretendemos não ser apenas monjas mas também eremitas"

Porque é que Teresa fala de Regra «Primitiva» quando a Regra por ela escolhida não foi, por assim dizer, a Regra de puro eremitismo que foi a 1ª de todas?

 

Recentemente tem-se acusado a Madre Fundadora do Carmelo Descalço de ignorância e confusão! Não é assim! Na verdade com o nome de «primeira» ou «primitiva» era designada a Regra anterior àquela vigente na Ordem no tempo da Santa. Assim se designava, incluso a nivel oficial não apenas nos documentos pontifícios que de Roma chegaram às mãos de Teresa, mas também nos documentos escritos pelo Geral da Ordem Juan Bautista Rubeo. Para ele, a Regra abraçada pela Madre Teresa de Jesus era a Regra «Primeira» ou «Primitiva».  Daqui se pode concluir que Teresa  naturalmente pensava que sendo a «primeira» ou «primitiva» era a Regra que não tinha sofrido mitigações, aA opção de Teresa foi concreta: Abandona a Regra professada no Mosteiro da Encarnação em que se tinha atenuado o rigor penitencial e a prática da pobreza e adopta a Regra no seu estádio anterior e genuíno. Não se trata de abandonar um "texto" da Regra para regressar a «outro». O texto é o mesmo, só que na Encarnação se professa e pratica segundo um conglomerado de dispensas e adaptações - pontifícias e não só -  que no primeiro Mosteiro da Reforma de Teresa são abandonadas.» (cf  Nuestra Regla del carmen en el pensamiento de Santa Teresa - Tomás Álvarez OCD in Un proyecto de vida - equipo de especialistas bajo la dirección de Bruno Secondin)

«REGRA "PRIMITIVA" da Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, dada por Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, e confirmada por Inocêncio IV"

Algumas frases da nossa Regra de Vida:

 1. Alberto, pela graça de Deus, chamado a ser Patriarca da Igreja de Jerusalém, aos queridos filhos em Cristo B. e outros eremitas, que, sob a sua obediência, vivem junto  à fonte de Elias, no Monte Carmelo, saudações no Senhor e a bênção do Espírito Santo.

2 ....

3 ....

4. Podereis habitar nos desertos ou noutros lugares que vos forem dados e que sejam de todo adequados à observância da vossa vida...

5. Cada um de vós tenha uma cela individual...

6. No entanto, fazei isto de modo a tomardes num refeitório comum os alimentos que vos servirem, escutando juntos algum texto da Sagrada Escritura...

7....A autoridade do Prior

8. Permaneça cada um na sua cela, ou perto dela, meditando (ruminando) dia e noite a lei do Senhor e velando em oração...

9....Celebrar a Oração da Igreja em comum...

10.. Renúncia á propriedade - Nenhum irmão considerará coisa alguma como própria. Tende tudo em comum...

11...

12... Edifique-se um Oratório junto das celas...onde haveis de reunir-vos para a Eucaristia diária...

13...Correção fraterna

14... Jejuareis todos os dias, exceto aos Domingos, desde a festa da Exaltação da Santa Cruz até ao dia da Ressurreição do Senhor ... contudo para a necessidade não há lei.

15 ...Abstende-vos de comer carne, a não ser que se deva usar como remédio em caso de doença ou debilidade física...

16...O combate espiritual...

17. Deveis trabalhar para que o diabo vos encontre sempre ocupados...como fazia S. Paulo

18. Ordenamos que ...  guardeis com todos os sentidos o silêncio, que fomenta a justiça (santidade).

19...Humilde serviço da autoridade do Prior...

20. Honrai com humildade o vosso Prior, considerando nele Jesus Cristo...

21. Isto vos escrevemos brevemente, para vos dar uma norma de vida, segundo a qual deveis viver...  

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